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É conhecida de todos nós a versatilidade que o kernel Linux tem no que diz respeito a plataformas: ele roda em diminutos relógios e celulares, em notebooks e tablets, em enormes mainframes, e nos mais variados itens embarcados: roteadores, televisores, equipamentos industriais, e muito mais.

Essa longa lista de plataformas suportadas ganhou recentemente um integrante adicional, que tem a virtude não apenas de demonstrar uma vez mais a versatilidade do Linux, mas também a maturidade de uma tecnologia fundamental para o desenvolvimento nas plataformas da web: o Javascript.

A complexidade da implementação é alta, mas é fácil de descrever: um desenvolvedor usou o Javascript para criar um emulador de CPU 486 (e os dispositivos adicionais necessários para emular um computador funcional).

Para comprovar a capacidade desse emulador construído integralmente em Javascript, o programador em questão fez algo ainda mais curioso: compilou (com pouca necessidade de adaptação) o kernel Linux para rodar nesse processador virtualizado, e ainda complementou com a criação de uma pequena distribuição contendo os utilitários do Busybox (típico de aplicações embarcadas), o compilador TinyCC e o ambiente QEmacs.

E os aspectos interessantes não acabam na natureza da implementação: eu me surpreendi ainda mais quando soube qual foi a motivação por trás desse projeto tão inusitado.

Nas palavras do próprio autor: “Eu fiz por diversão, só porque os engines Javascript modernos são rápidos o suficiente para fazer coisas complicadas.” Mas o projeto também teve uma utilidade prática: “uma forma de aprender como escrever código otimizado para engines Javascript recentes”.

Se você estiver rodando a versão corrente do navegador Firefox ou Chrome, pode ver esse sistema dar boot e exibir um prompt de comando agora mesmo, bastando visitar o endereço http://bellard.org/jslinux/

Mas, ao acessar a URL acima, não deixe a aparência confundi-lo: não se trata de um terminal, e sim de um sistema Linux completo (ainda que reduzido) rodando integralmente dentro do seu navegador, por meio do Javascript. Você será o usuário root, e assim poderá experimentar tudo o que desejar no ambiente emulado.

O programador responsável pela façanha é um nome conhecido na comunidade: Fabrice Bellard, que tem em seu histórico o pontapé inicial no projeto FFmpeg (fundamental até hoje para boa parte dos aplicativos multimídia em código aberto) e no emulador QEMU.

Os detalhes técnicos estão publicados, e podem ser inspiradores quando você estiver pensando que o aplicativo que você está desenvolvendo tem código complexo demais.

 

Fonte: iMasters.com.br;

Autor: Augusto Campos.

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O Luna tem como sistema operacional uma distribuição Linux, conectividade Wi-Fi e entradas USB para expansão e adição de novas ferramentas. As primeiras 25 unidades do robô chegam ao mercado em algumas semanas, mas pelo preço de US$ 3 mil. Quem quiser adquiri-lo pelo preço normal terá que esperar o último trimestre do ano.

http://www.tecmundo.com.br

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Para quem desenvolve sistemas utilizando o SGBD MySQL, uma ferramenta como o Mysql WorkBench (WB) facilita muito o trabalho, principalmente a manutenção. Mas para sistemas, como por exemplo o SlackWare, ele é um pouco trabalhoso de instalar.

Sempre que eu procurava algum auxílio para compilar o Mysql WorkBench encontrava diversos artigos com os títulos que sugeriam a compilação e instalação de dependências, e sempre tinham envolvidos yum, apt-get, synaptics, etc. Mas convenhamos, para instalação em sistemas que resolvem dependências e instalam pacotes pré-compilados não precisa nem de tutorial, não é?

Cansado de procurar na internet por algo que pudesse me ajudar na instalação (instalar e compilar) do MySQL WorkBench, resolvi eu mesmo escrever um pequeno howto para compilar diversas bibliotecas que são dependências do WorkBench e, é claro, o próprio WorkBench.

É bom salientar que este tutorial foi testado no Slackware 13.1, mas deve funcionar para outras versões do Slack e até mesmo outras distribuições. Claro que, dependendo do seu sistema, uma ou outra dependência pode aparecer ou deixar de ser necessária.

Para que a instalação ocorra com sucesso você terá que usar um pouco de inteligência e bom senso, pois pode ser necessário modificar alguns caminhos.

MySQL
Se você não tem as bibliotecas do MySQL instaladas, instale-as. Abaixo segue como fazer uma instalação básica do MySQL. Não vou fazer muitas explicações, porque não é o nosso foco.

 # userdel mysql # groupadd mysql # useradd -g mysql mysql # tar -xvzf mysql-XXXXX.tar.gz # cd mysql-XXXXX # ./configure --prefix=/usr/local/mysql --localstatedir=/var/mysql/var --with-plugins=myisammrg,innobase,ndbcluster,myisam,heap # make # make install # cp support-files/my-medium.cnf /etc/my.cnf # cd /usr/local/mysql # bin/mysql_install_db --user=mysql # chown -R root . # chown -R mysql /usr/local/mysql/lib/mysql # chgrp -R mysql . # bin/mysqld_safe --user=mysql & # echo "/usr/local/mysql/lib/mysql" >> /etc/ld.so.conf # ldconfig

Dependências

Após a instalação do mysql devemos fazer o download das dependências:

  • GConf-2.28.1
  • ORBit2-2.14.19
  • libsigc++-2.2.7
  • cairomm-1.8.4
  • glibmm-2.22.2
  • gnome-mime-data-2.18.0
  • gnome-vfs-2.24.3
  • pangomm-2.26.2
  • gtkmm-2.18.2
  • libbonobo-2.24.3
  • libglademm-2.6.7
  • libgnome-2.28.0
  • lua-5.1.4
  • wxGTK-2.8.11

Um bom lugar para baixar pacotes é: http://slackbuilds.org/repository/

Caso você já tenha alguma destas dependências instalada não é necessário instalá-la.

Agora vamos compilar uma a uma na ordem que está descrita para os downloads. A ordem é extremamente importante, pois algumas dependências do Workbench têm outras dependências. Vocês verão que para a instalação da maioria dos pacotes será utilizada o clássico ./configure, make, make install.

Para os pacotes Gconf-2.28.1, ORBit2-2.14.19, libsigc++-2.2.7, cairomm-1.8.4, glibmm-2.22.2 utilize o comando:

./configure && make && make install

Para o pacote gnome-mime-data-2.18.0 também use o ./configure && make && make install. Após a instalação é necessário fazer algumas correções que a instalação não faz corretamente, para isto execute o seguinte comando:

ln -s /usr/local/share/pkgconfig/gnome-mime-data-2.0.pc /usr/lib/pkgconfig/gnome-mime-data-2.0.pc

Logo após ter executado o comando continue a instalar os pacotes gnome-vfs-2.24.3, pangomm-2.26.2, gtkmm-2.18.2, libbonobo-2.24.3, libglademm-2.6.7, libgnome-2.28.0. Para a instalação destes utilize o clássico comando.

Agora chegou a hora da instalação do pacote lua-5.1.4. Utilize a sequência de comandos abaixo:

# make linux
# make test 
# make install 
# make local 
# export LUA_CFLAGS="-I/usr/include/" 
# export LUA_LIBS="-L/usr/lib/" 
# ln -s /usr/local/share/pkgconfig/lua.pc /usr/lib/pkgconfig/lua.pc

Para finalizar a instalação do pacote LUA falta configurar o lua.pc. Edite o arquivo /usr/local/share/pkgconfig/lua.pc e configure a variavel prefix indicando onde está os fontes do lua. No meu caso ficou assim: prefix=/usr/src/dependencia/lua-5.1.4/

Para finalizar as dependências falta apenas o pacote wxGTK-2.8.11. E terminamos com o clássico comando de instalação:

   # ./configure && make && make install

Feito isto baixe o Mysql WorkBench e instale com o comando:

# ./configure --prefix=/usr/local/mysql-wb/ --with-mysql-config=/usr/local/mysql/bin/mysql_config && make && make install

Para iniciar o Mysql WorkBench execute:

# /usr/local/mysql-wb/bin/mysql-workbench

Pronto! Workbench instalado.

Lembre-se de alterar os caminho conforme a necessidade.

Fonte: dicas-l.com.br

Linux

O Nagios é uma poderosa ferramenta para gerenciamento e monitoramento de redes, serviço e estado de um determinado equipamento. Juntos aos recursos de relatórios de estado, problemas e alerta este pacote atende as necessidades de acompanhamento em diversos aspectos computacionais. Do recebimento de mensagens SMS em celulares até monitoramento em tempo real em smartphones, o Nagios atende todas as expectativas no que tange ao requisito alerta.

NagiosVision criado por Alessandro de Oliveira Faria com o objetivo de criar alertas baseado em comportamentos processados direto do vídeo ao vivo. Contagem de pessoas, análise de fluxo, prevenção a assaltos, análise de trânsito podem serem monitorados em tempo real com uma simples webcam junto ao poder e flexibilidade do Nagios.

Este documento foi baseado no Nagios NSCA, mas o uso do recurso NSCA somente é necessário quanto utilizando alertas passivos.
Para detalhes da instalação do Nagios NCSA siga este artigo.

Veja os requisitos para o bom funcionamento do plugins NagiosVision.

– Webcam;
– Biblioteca OpenCV
– Nagios
– Nagios NSCA (opcional)

Veja a funcionalidade do plugin NagiosVision em ação:

Vamos para download e instalação

O download deve ser efetuado na página do projeto:

http://sourceforge.net/projects/nagiosvision

O plugin também foi incluído ao projeto oficial do Nagios:

http://exchange.nagios.org/directory/Plugins/Security/NagiosVision/details

Logo a seguir descompacte o pacote .tar.gz e compile com o tradicional comando make e make install:

$ tar -zxvf nagiosvision-0.91.targ.gz
$ cd nagiosvision/
$ make
$ gcc -Wno-write-strings `pkg-config –libs opencv` `pkg-config –cflags opencv` nagiosvision.cpp -o nagiosvision
$ sudo make install

No servidor Nagios com o NSCA server configurado, edite o arquivo do hosts que será monitorado.

$ sudo vi /etc/nagios/objects/NOME-HOST.cfg

define service {
               use                                           generic-service
               host_name                                NOME-HOST
               service_description                 checkNagiosVision
              active_checks_enabled          0
              passive_checks_enabled        1
              check_command                       check_ping
}

Para o script ser executado a cada 1 minuto, insira a linha abaixo no arquivo /etc/crontab na máquina com o nsca-client instalado. Repare que o caminho do script deve corresponder ao local onde descompactamos o código fonte.

*/1 * * * * root /root/nagiosvision/chkNagiosVision.sh

Para finalizar, edite o arquivo chkNagiosVision.sh e altere a variável NAGIOS_SERVER e insira o seu e-mail para receber o alerta substituindo a string “”.

Obs.: IMPORTANTE

O parâmetro -C 0 representa o índice do dispositivo de captura.
Já o parâmetro -w 60 define um alerta Warning quando o tamanho da face for maior que 60 pixels.
Para finalizar o parâmetro -c 120 define um alerta Critical quando o tamanho da face for maior que 120 pixels.
Abaixo o conteúdo do script chkNagiosVision.sh, após os devidos ajustes, com a execução a cada minuto do crontab, o NagiosVision passa a disparar os estados de alerta.

#!/bin/bash

NAGIOS_SERVER=10.0.0.69
HOST_IN_NAGIOS=$(hostname)
cd /usr/lib/nagios/plugins/
COMAND_RESULT=`/usr/lib/nagios/plugins/nagiosvision -C 0 -w 60 -c 120 2> /dev/null`
RESULT_CODE=$?
SERVICE_NAME=”checkNagiosVision”
if [ $RESULT_CODE != 0 ]; then
echo “NAGIOS Vision ALERT: Human in your server.” | /bin/mail -a /tmp/face-found.jpg -s “ALERT: Human in your server” yourmail@yourdomain.com
fi

echo “$HOST_IN_NAGIOS;$SERVICE_NAME;$RESULT_CODE;$COMAND_RESULT” | send_nsca -H $NAGIOS_SERVER -p 5667 -c /etc/nagios/send_nsca.cfg -d “;”

  

Faça seus testes com NagiosVision!!!

Créditos à Alessandro de Oliveira Faria

Fonte: dicas-l.com.br

A 12ª edição do Fórum Internacional Software Livre acontecerá de 29 de junho à 2 de julho de 2011 no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS em Porto Alegre-RS, serão quatro dias respirando o puro Software Livre.

O FISL é promovido pelo Projeto Software Livre Brasil e pela Associação Software Livre.Org – ASL, o fisl se tornou um ponto de encontro anual, de pessoas de todos os lugares do Brasil e do mundo para debates técnicos e estratégicos sobre o desenvolvimento e o uso do Software Livre. Realizado anualmente na cidade de Porto Alegre, RS, Brasil, O fórum é um dos maiores eventos do mundo na área por proporcionar uma discussão técnica, política e social sobre software livre de forma integrada. Reúne discussões, palestras, personalidades e novidades nacionais e internacionais do mundo do software livre.

O FISL conta com a participação de empresários, gerentes e administradores de grandes estatais e multinacionais, professores, pesquisadores, estudantes, profissionais das áreas privada e pública, bem como o público em geral. O evento também reúne os maiores nomes do mundo do Software Livre, tais como Jon “maddog” Hall, Richard Stallman, Peter Sunde, Sergio Amadeu, Marcelo Branco, Bdale Garbee, Alexandre Oliva, Jomar Silva, Anahuac de Paula Gil, entre outros.

Números do FISL 11 que ocorreu em Julho de 2010
– 7.511 participantes, vindos de 16 países.
– A maioria homens: 67% homens. Mulheres foram 13%. Outros 20% não informaram.
– 30% de estudantes
– 70% de profissionais e empresários
– Caravanas: 79. A mais distante veio de Roraima e a maior da Universidade Federal de Santa Maria
– O fisl 11 teve 500 atividades, 250 expositores e 376 pessoas envolvidas na organização, entre integrantes da ASL, voluntários, assessorias contratadas e serviços.

Acompanhe por aqui as novidades dobre a 12ª edição do Fórum Internacional Software Livre ou diretamete no site do evento: http://www.fisl.org.br/

Fonte: http://www.fisl.org.br/

Tudo sobre o Fisl12: http://softwarelivre.org/fisl12

Introdução

Quando se fala em software livre, normalmente pensamos logo em sua licença. Logo depois nós lembramos das polêmicas patentes de software. Mas existe um terceiro ponto que muitas vezes fica esquecido, a liberdade do usuário. Ela na verdade é uma restrição puramente técnica que nos é imposta e, como com todas as outras restrições, o projeto GNU pretende acabar.

Os usuários avançados não usam o sistema como receberam. Eles costumam modificar todas as suas configurações, usam seus softwares favoritos, dos editores de texto aos editores de imagens. Mas nos sistemas GNU/Linux, mesmo que usando somente softwares livres, ainda encontramos restrições, já que não é possível trabalhar facilmente com sistemas de arquivos, protocolos de rede ou formatos binários que você queira ou tenha criado, sem possuir privilégios especiais. Nos Unix, tradicionalmente a liberdade do usuário é fortemente restringida pelo administrador.

O Hurd pretende mudar esse quadro e dar liberdade aos usuários. Fornecer uma interface de sistema flexível, sem deixar de ser compatível com os padrões POSIX e sem perder a segurança. Essa é a filosofia do Hurd.

Um pouco de história

No ano de 1985, Richard Stallman publicou o Manifesto GNU, tornando público seu interesse em escrever um sistema operacional totalmente livre, que se chamaria GNU. Na primeira edição da Gnusletter, em fevereiro de 1986, foi divulgado que o kernel do GNU seria o TRIX, um kernel monolítico desenvolvido pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Logo depois do anúncio começaram os trabalhos de correções e melhorias no TRIX. Mas em junho de 1987 a FSF (Free Software Foundation) iniciou negociações para desenvolver, em conjunto com a Universidade Carnegie-Mellon, o microkernel Mach3. Isso deixou claro que a FSF queria muito mais do que corrigir um simples kernel monolítico.

Antes de uma decisão final sobre o kernel a ser usado, pensou-se ainda em utilizar o Berkeley Sprite como kernel. Somente em 1990, quando já se tornava insuportável o fato do sistema ter quase tudo pronto, mas não ter um kernel, se decidiu que, independente de qualquer coisa, se usaria o Mach3 para desenvolver o kernel da GNU.

Mesmo com essa decisão, somente em janeiro de 1991, após o Mach3 ser lançado sobre uma licença livre, foi que os primeiros projetos de como se utilizaria o Mach3 foram descritos. Em 6 de maio de 1991 nasce o Hurd, após seu anuncio oficial (http://www.gnu.org/software/hurd/hurd-announce). Em 5 de abril de 1994 o Hurd foi capaz de iniciar pela primeira vez.

Microkernel

Microkernel é um termo usado para caracterizar o sistema cujas funcionalidades do sistema saíram do kernel e foram para servidores, que se comunicam com um núcleo mínimo, usando o mínimo possível o “espaço do sistema” (nesse local o programa tem acesso à todas as instruções e a todo o hardware) e deixando o máximo de recursos rodando no “espaço do usuário” (no espaço do usuário, o software sofre algumas restrições, não podendo acessar alguns hardwares, nem tem acesso a todas as instruções).

Muitos autores já escreveram sobre os kerneis monolíticos, eles são mais simples de se fazer, mais da metade dos grandes sistemas usam sua arquitetura. Mesmo com essas e tantas outras qualidades, os kerneis monolíticos tem seus problemas, e por isso se procura outros meios de se criar um kernel, dentre os mais famosos, se destaca o microkernel. Abaixo vai uma pequena lista de problemas dos kerneis monolíticos em geral:

  • Escrever para o “espaço do sistema” é difícil, já que você não pode usar a maioria das bibliotecas existentes, como a GlibC ou a libC5;
  • É complexo “debugar” (É extremamente difícil de se usar um debugger em nível de fonte, como o GDB);
  • Graças às duas primeiras desvantagens, o kernel se torna mais suscetível a bugs;
  • Reiniciar o computador é necessário freqüentemente (principalmente quando é necessário atualizar o kernel ou adicionar novas funções ao mesmo);
  • Bugs tendem a ser mais danosos, já que como todas as funções do kernel têm todos os privilégios, um bug em uma função é capaz de afetar áreas, mesmo que sem nenhuma relação direta.

A maioria dos microkerneis de hoje são mono-servidores, ou seja, possuem apenas um programa no espaço do usuário fazendo todas as funções do kernel. Isso dá um pouco mais de segurança, já que o código não tem acesso direto ao hardware e permite que o mesmo seja portado para outras arquiteturas mais facilmente, mesmo assim isso não faz com que eles não sejam muito diferentes dos kerneis monolíticos atuais.

O Hurd traz consigo não tão somente o conceito de microkernel, mas o conceito de multi-servidor, onde cada serviço tem seu próprio servidor que se comunica com os demais para formar o kernel. Isso permite que você possa trocar uns servidores por outros facilmente; torna mais fácil de se desenvolver servidores; Um “crash” em um dos servidores somente derruba os servidores que dependem dele, jamais o sistema todo e traz liberdade ao usuário (a liberdade citada no começo desse artigo).

O que o Hurd é capaz de fazer atualmente?

O Hurd atualmente vem sendo desenvolvido num ritmo razoável, até pelo seu número reduzido de programadores trabalhando nele, mesmo esse número estando crescendo lentamente.

Atualmente o Hurd é capaz de rodar diversos programas, como o Xfree86, Emacs, GIMP, XFCE, Mozilla… A Debian GNU/Hurd possui aproximadamente 2000 binários (4 CD’s) funcionando e existe suporte aos POSIX threads. Existe suporte a diversos sistemas de arquivos (ext2, ufs, fatfs, isofs, jfs, ftpfs).

Mas, em contra partida, existem muitas falhas e faltas a serem sanadas. O sistema, de modo geral, ainda não é estável.

  • Falta otimizá-lo, benchmarks falam em até 8 vezes mais lento que o Linux;
  • Ainda não é possível conectar na internet diretamente por ele, esse problema está mais relacionado com o Mach do que com o próprio Hurd;
  • Ainda existe uma certa dificuldade para compilar alguns programas no Hurd;
  • O suporte a hardware do Mach é ínfimo…

Eu poderia passar anos citando problemas do Hurd, mas acho que o mais importante é que a maioria, se não todos, já estão se trabalhando para serem sanados. Espera-se que boa parte seja sanada simplesmente com o abandono do Mach, isso, pois a maioria dos problemas estão, direta ou indiretamente, relacionados com ele. Atualmente o maior projeto interno do Hurd é migra-lo para o L4 (Microkernel de segunda geração).

Há pouco tempo, o porte para o L4 conseguiu rodar seu primeiro programa, o Banner, uma espécie de Hello World mais moderno. Na verdade não se assuste, o Hurd não terá que ser desenvolvido totalmente do zero, na verdade somente tem que se desenvolver uma estrutura básica de servidores, junto ao L4 que sejam capazes de substituir o Mach, aí se pode transferir todo o trabalho que já foi feito sobre o Mach para o Hurd/L4.

Conclusão

Espero ter passado um comentário geral sobre o Hurd, infelizmente ainda não tenho muita prática na escrita de artigos, então qualquer informação básica que tenha faltado aqui me passe através dos comentários que eu prometo adicioná-las nas possíveis continuações desse artigo.

Se você achava que o Hurd traria milhares de novidades para o mundo do software, infelizmente, em primeiro momento isso não é verdade, a idéia, hoje, é primeiro fazer o sistema funcionar, depois trazer novidades. Mas isso não impede que alguém que queria, por exemplo, criar um servidor de X que rode junto aos servidores do sistema, o faça.

Como eu também disse no artigo, o Hurd tem um sério problema, que é a falta de programadores, por diversos motivos, como:

  • É mais interessante programar para algo que já se está estável e usado por milhões de pessoas;
  • Existem muitas lendas e mitos sobre o Hurd;
  • Não existe nada igual ao Hurd, então muitas coisas passam pela criatividade do autor do código para criar como algo deve funcionar, e muita gente não está disposta isso;
  • Entre outros…

Créditos à Leonardo Lopes.

Fonte:  Viva o Linux

Lucid Lynx

Ubuntu Studio é uma edição multimídia do Ubuntu, que possui ferramentas essenciais para edições de áudio, vídeo e gráficos, desenvolvido tanto para uso convencional quanto para a utilização por profissionais. Ele é um sistema que aproveita todas as vantagens do Ubuntu original como as questões de acessibilidade e confiabilidade, com a adição de seu ambiente multimidia. Diversas melhorias foram implementadas para esta versão, tendo como destaque o Aeolus 0.8.2, Ardour 2.8.6, Audacity 1.3.11, o Hydrogen 0.9.4, o Blender 2.49b, Kino 1.3.4 e outros componentes. Ele também conta com novas aplicações como o Rakarrack 0.3.0, o MuseScore 0.9.6 e o SubtitleEditor na versão 0.30.0.
Além disso, há a instalação de um kernel genérico como padrão, um kernel de baixa latência disponível noAbogani’s PPA e um kernel em tempo real disponível no Ubuntu Studio PPA. Ubuntu Studio 10.04 já encontra-se disponível para download.

Fonte: http://under-linux.org/

Download  Ubuntu Studio 10.04 Lucid Lynx  >> Aqui <<

VirtualBox é uma mais bem conceituadas opções para emulação de sistemas operacionais em máquinas virtuais. Com ele você pode rodar um sistema dentro de outro, como o Ubuntu (ou qualquer outra distribuição de Linux) em um PC com Windows ou Mac, e vice-versa.

Retoques na interface

Se você usou outras versões do VirtualBox, logo de cara vai notar que a interface do programa ganhou alguns retoques e agora exibe informações completas sobre as máquinas virtuais existentes no aplicativo. Além dos dados técnicos, que ajudam o usuário a se informar sobre as configurações do sistema, o programa exibe também uma miniatura de pré-visualização.

A miniatura terá grande utilidade para quem possui várias máquinas virtuais funcionando, pois ajuda a evitar que processos sejam encerrados por engano. Estas duas novidades, mais fáceis de notar a uma primeira olhada, mostra que o quesito praticidade foi tratado com bastante carinho pelos desenvolvedores da Oracle.

USB 2.0

Finalmente o VirtualBox trabalha com USB 2.0, padrão que permite maior velocidade na transmissão de dados. Uma boa pedida para quando se vai enviar ou receber dados de um pendrive ou qualquer outro dispositivo de armazenamento via USB. Para que a máquina virtual reconheça as entradas USB do computador, basta habilitar esta opção nas configurações do programa.

Mais memória

Outra novidade que influencia diretamente no desempenho do sistema operacional rodado a partir do VirtualBox 4 é a quantidade de memória RAM reservado a ele. As versões anteriores permitiam o uso de no máximo 2 GB de RAM, mesmo que o computador possuísse mais. Pois agora este valor foi aprimorado e já é possível definir mais espaço de memória para ser usado exclusivamente pela máquina virtual.

Redimensionamento de imagens VDI e VHD

Quando você usa o VirtualBox, precisa criar um disco rígido virtual que armazenará os dados do sistema. Os formatos utilizados por este aplicativo são VDI e VHD e quando você configura um novo é possível definir seu tamanho como expansível, ou seja, vai crescendo conforme o necessário.

Contudo, caso você precise liberar espaço, o processo para redimensionar estes discos virtuais era um tanto trabalhoso e “extraoficial”, ou seja, era necessário fazer algumas “gambiarras” para isto. O novo VirtualBox resolveu este problema com um recurso nativo para redimensionamento dos arquivos VDI e VHD.

Aceleração 3D
Outra novidade do VirtualBox 4 é a aceleração 3D, outro fator que deve agilizar ainda mais a utilização de quaisquer sistemas operacionais dentro da máquina virtual. Foi constatado que na versão Beta do programa este recurso não funciona no Windows XP 64 bits.

Pacotes de extensão

Para que o VirtualBox 4 funcione corretamente com todos os seus recursos, é necessário instalar o “Extension Packs”, pacotes de extensão oficiais que trabalham como complemento ao programa. Clique aqui para fazer o download do arquivo (3,3 MB). Para instalá-lo é necessário ter o VirtualBox 4 já instalado na máquina.

Clique aqui para baixar o Virtual Box 4.0.4 para rodar em Windows.

Testado e aprovado pelo Vida de Engenheiro!

Fonte: Baixaki