Acelerador de partículas LHC bate novo recorde

Publicado: 25/04/2011 por ॐ MZ.. em Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica
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Na última sexta-feira, 22 de abril, o LHC (Grande Colisor de Hádrons) estabeleceu um novo recorde ao colidir feixes de partículas com uma luminosidade inédita.

O feito aumenta as esperanças de que os cientistas do CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), que controlam a máquina de 27 quilômetros enterrada sob a fronteira da França e da Suíça, encontrem a famosa partícula teórica Bóson de Higgs.

Por volta da meia noite de sexta, o LHC estabeleceu um novo recorde ao colidir feixes com luminosidade de 4.67X10^32cm-2s-1. O número bate o recorde anterior de 4.024 X 10^32cm-2s-1, estabelecido pelo acelerador Tevatron, do Fermi National Lab, nos Estados Unidos.

A luminosidade mostra quantas colisões estão acontecendo no acelerador de partículas: quanto maior a luminosidade, maiores as chances de as partículas colidirem. A intensidade dos feixes é crucial pra o funcionamento de um acelerador: quanto maior, mais dados são obtidos – e mais dados significam mais chances de uma potencial descoberta.

Essa quantidade de colisões é fundamental quando se está em busca de processos raros. A partícula de Higgs, por exemplo, se existir, seria produzida muito escassamente. Sua descoberta ou a refutação de sua existência dependem de uma grande quantidade de dados gerados.

O bóson de Higgs, chamado de Partícula de Deus, foi proposto há mais de 40 anos para explicar a origem das massas das partículas. Dentro do atual modelo, os cientistas acreditam que, logo após o big Bang, as partículas não possuíam massa. Conforme o Universo esfriou, um campo de força invisível, o “campo de Higgs”, se formou com seus respectivos bósons. O campo permanece no cosmos e qualquer partícula que interaja com ele recebe uma massa através dos bósons. Quanto mais interagem, mais pesadas se tornam – enquanto aquelas partículas que não interagem permanecem sem massa. Apesar de explicar e se encaixar bem nas teorias vigentes do Universo, esta proposição tem um problema: ninguém nunca conseguiu observar os bósons de Higgs para confirmá-la.

O LHC deve continuar funcionando com as mesmas condições até o final de 2012. Isso dará bastante tempo de coletar dados o suficiente das colisões feitas a 3,5 Trilhões de elétron-volts (TeV) antes que se aumente a intensidade. Um elétron volt (eV), é a energia adquirida por um elétron quando acelerado através de uma diferença de potencial de 1 volt. Ao final desse tempo, os físicos esperam saber se o bóson de Higgs existe ou não.

Fonte: http://info.abril.com.br

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