Economia de energia e alto desempenho para um mundo mais esperto

Publicado: 24/04/2011 por Eluan em Engenharias, Notícias
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Com smartphones e tablets cada vez mais exigentes de processamento, torna-se maior a cobrança de ótimo desempenho versus consumo de energia. E para se obter os melhores resultados nessa equação, a forma como o aplicativo é escrito determina o ganho ou perda muito expressivos, principalmente se o programador não manipular bem APIs e outras coisas para vários núcleos dos atuais processadores.

Em uma pesquisa da Evans Data sobre programação paralela, a América Latina (Principalmente o Brasil) está em desvantagem em relação ao resto do mundo, pois a região é a última colocada no ranking de criação de aplicativos com programação paralela e, para piorar o horizonte, são raras as faculdades com cursos atualizados nessa tecnologia.

Uma vez que os processadores multicore já são padrão na maioria dos equipamentos (e tendência para os demais), é muito importante ter em mente os recursos que tirem deles seu melhor desempenho, que permita ao processador trabalhar em frequências mais baixas, economizando energia em momentos de pouca utilização do processador, ou quando é selecionado o modo econômico do equipamento.

Uma boa referência para o assunto é o estudo de Rajshree Chabukswar, pesquisadora e engenheira de software da Intel, sobre consumo de energia, que utilizou jogos em 3D e aplicativos com criptografia para fazer os testes. Para acessar o artigo completo, basta fazer o download aqui.

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Mesmo os principais sistemas operacionais já trabalham de modo paralelo com threads. Há um forte ganho quando o programador propõe previamente as partes a serem paralelizadas e suas prioridades.

Um teste que chama a atenção no estudo é o que compara em três situações um motor de física escrito em mono-trhead, multi-thread (MT) balanceada e a terceira em multi-thread (MT) desbalanceada (figura acima). Enquanto se leva pouco mais de um minuto nessa operação em mono-thread, em MT balanceada ela leva 35 segundos, o que é ótimo. Mas o surpreendente é que em MT desbalanceada o desempenho é péssimo, levando dois minutos para executar a mesma operação. Ou seja, muito pior do que se a aplicação fosse escrita para processadores antigos.

Apesar de ser grande o desafio, vale a pena a empreitada quando se pensa na experiência do usuário com aplicativos móveis. Ainda mais porque um dos critérios na hora de comprar um é o seu tempo funcionando longe de carregadores e tomadas.

Fonte: olhardigital.uol.com.br

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